
Lembro quando a Bolívia nacionalizou a produção de gás e petróleo no país. Escutei até que o Brasil deveria bombardear o país vizinho (deve ser influência dos filmes estadunidenses). Se tivéssemos estudado a história dos países vizinhos saberíamos o quanto a Bolívia sofreu e foi explorada por empresas estrangeiras, chegando quase a ter toda sua água privatizada.
Ninguém se deu conta, mas naquele momento a Bolívia começava a reconquistar sua LIBERDADE.
Ainda é comum escutarmos piadas preconceituosas sobre o "índio" que virou presidente, inclusive em programas de TV brasileiros. Que foda! Povos indígenas, representantes das mais ricas culturas, muitas destruídas e apagadas desde o Alaska até a Terra do Fogo pela dominação européia, são os primeiros habitantes deste continente e ainda são tratados como povo de segunda classe.
Para quem gosta de falar de economia, como resultado de diversas ações (também aquelas sobre as multinacionais) a Bolívia cresceu em média nos últimos quatro anos cerca de 4,5% ao ano. Conseguiu também o perdão de U$ 1 bilhão de sua dívida externa junto ao BID. Esses dividendos foram fortemente direcionados para programas sociais. O que muitos chamam de populista está salvando a vida e dando dignidade ao um povo esquecido por séculos.
Realizando essas políticas públicas, que olham para os mais humildes do país, beneficiando aposentados, mães carentes que estão amamentando e famílias que mantêm crianças e adolescentes na escola, o governo boliviano está protagonizando a verdadeira FRATERNIDADE.
Essa revolução ainda não está nos livros de História, talvez porque ela não tenha glamour!
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