terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Reciclagem de nossa postura

Estava eu, levando o "lixo" reciclável no posto de coleta de um super mercado, que fica a cerca de 500 metros de casa (pois em São Paulo ainda não existe coleta regular de recicláveis, por absurdo que pareça), quando no meio do caminho, já com os braços cansados pelo volume que se acumulou de semanas, vejo uma senhora com o porta malas de seu carro aberto, arremessando uma porção de papéis na rua, ali, bem na minha frente. Fosse minha esposa no meu lugar já teria xingado, olhado com cara feia, devolvido os papéis para a senhora, mas eu, meio tímido, numa mistura de respeito pelo grau de evolução daquele ser e o pensamento de que eu estava fazendo minha parte, só resmunguei, "que falta de educação", falando comigo mesmo.
Depois de uns passos a mais fiquei pensando se deveria ter parado, depositado todo o volume que eu carregava no chão e incluído aquela porção de papéis e levado tudo comigo (estaria "ensinando" pelo exemplo), se deveria ter falado educadamente para aquela senhora que aquilo não era prudente, certo ou educado ou ainda ter passado direto e ficar remoendo depois. Pois é, escolhi a terceira opção, quase inconsciente, mas fiz, afinal de contas minha carga estava muito pesada e eu não planejei aquele momento...
Por mais que eu respeite (ou tente respeitar) as pessoas pela forma que agem, quando se trata do coletivo, ou seja, da nossa influência na cidade, no bairro, na rua, deveria existir esse sentimento coletivo, que não existe. Muitas pessoas ainda são egoístas e pensam (quando pensam), no máximo, é só em suas famílias.
Que o poder público não cumpre o papel dele nós já sabemos, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. Mas e nós cidadãos, estamos cumprindo com o nosso papel? Caraca meu, quando vamos perceber que estamos todos no mesmo barco???
Essa reflexão vai desde não jogar um papel de bala no chão até pensarmos em políticas públicas eficazes, para uma melhor qualidade de vida para todos. Transporte, Segurança, Saúde, Meio Ambiente, tudo isso deve estar em nossas mentes e em nossas reivindicações.
Proponho que, se virmos algo errado, nos pronunciemos sempre! Como faz um amigo meu de Guararema, SP, o Sérgio Gigli, pegando no pé da administração municipal, com fotos, e-mails, no Facebook, Blogs etc.
Imaginem se todos fizermos isso, vai ser uma revolução, uma boa revolução!

2 comentários:

claudia disse...

Na escola em que eu trabalhava até o ano passado tinhamos um projeto de reciclagem muito legal, com os alunos, as famílias deles e a comunidade do bairro,faziamos um trabalho de conscientização ambiental recolhendo recicláveis, que vediamos, e óleo de cozinha que fabricávamos sabão na própria escola que também vendiamos, mas por várias vezes fomos desencorajadas por pessoas que não fazem nada pelo planeta e não querem ver ninguém fazendo, diziam que o sabão feito com o óleo ía para o rio da mesma forma, e pior, com ingredientes químicos junto, mas será??? Será que da forma em que a comunidade fazia antes não era pior? jogando direto no ralo da pia? e os papelões, plásticos, vidro etc. que evitamos que fossem pro lixão? Só sei que conseguimos manter esse projeto por tres anos, mas no final do ano passado os compradores dos recicláveis começaram a sumir até que o projeto infelizmente se extinguiu. Uma coisa de bom ficou, plantamos a semente no coração das crianças, que apesar de pequenas (de 3 a 6 anos) aprenderam o valor de se reciclar, de não poluir e respeitar a natureza, e com certeza irá refletir em um futuro melhor!

Ricardo Moscatelli disse...

Sempre tem aqueles que não fazem nada e não querem que ninguém faça. O Sabão quando vai para o rio ou para tratamento (nas cidades em que existe)ele vai numa forma infinitas vezes menos nociva que o óleo. A desinformação é outro inimigo.

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